24 junho 2010

Performance com animais


O trabalho dos urubus (já q não podemos citar nomes), me lembrou muito o trabalho de Joseph Beuys. Não sei se todos conhecem, mas é um artista alemão, e fez parte do grupo Fluxus (foi um movimento que marcou as artes das décadas de 1960 e 1970, opondo-se aos valores burgueses, às galerias e ao individualismo).
Bom, tem uma performance dele que se chama "Eu amo a América e a América me ama", feita em uma galeria nos EUA. Ele ficou três dias enrolado em um feltro dentro de uma sala com um coiote. O coiote é um pequeno lobo, considerado como um símbolo mágico por alguns povos indígenas norte-americanos. O contato que o artista tenta estabelecer com o animal pode levar a diversas interpretações e pensamentos. Mas, ainda que a ação possa funcionar alegoricamente, é duvidosa a afirmação de que os seus símbolos sejam inteiramente claros. É muito dificil dizer “o coiote significa isso X, o feltro significa isso Y". Parte do que ocorreu na modernidade foi a fratura do simbolismo público, ou o seu enfraquecimento diante dos termos e temas da mídia de massa. Beuys talvez ofereça , realmente, uma crítica ao materialismo da sociedade de consumo e as relações de poder, tentando dialogar com o cotidiano e com a contestação de valores estabelecidos .   

Izabella

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