05 maio 2010

Como diamante

Fortalecendo a ideia de que a identidade é multifacetada - assim como um diamante -, deixo um trecho da obra de Gilberto Freyre, Casa-Grande & Senzala:

"Quantas "mães-pretas", amas de leite, negras cozinheiras e quitandeiras influenciaram crianças e adultos brancos (negros e mestiços também), no campo e nas áreas urbanas, com suas histórias, com suas memórias, com suas práticas religiosas, seus hábitos e seus conhecimentos técnicos? Medos, verdades, cuidados, forma de organização social e sentimentos, senso do que é certo e do que é errado, valores culturais, escolhas gastronômicas, indumentárias e linguagem, tudo isso conformou-se no contato cotidiano desenvolvido entre brancos, negros, indígenas e mestiços na Colônia."


Parentêse:


O baobá personifica o espírito africano. É considerada a árvore da vida, com uma importância única para tribos inteiras. Há uma lenda no Senegal que diz que se um morto for sepultado dentro de um baobá, sua alma irá viver enquanto a planta existir! Lembrando que o baobá vive muito... chegando até 6 mil anos.

É bem provável que tenham percebido o grande baóba no braço direito do nosso monitor hoje. Grande significação para uma tatuagem, não?


S'imbora.
Anne

2 comentários:

  1. Bela foto, a àrvore em si é um monumento!
    Eu nao tinha noção das suas proporções...

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  2. uauuu Anne! O baobá é muito maior do que imaginava... Essa nossa raíz ainda tem muito o que nos surprender e ensinar!

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